A terceira margem do rio (Guimarães Rosa)

Conto: A terceira margem do rio

Autor: Guimarães Rosa

Ilustrações: Produzidas pelos alunos do 4º Ano B

E.P.G. Jocymara de Falchi Jorge

Profª Vera

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Ofertas ao menino

Minha pobreza tal é
que não trago presente grande.
Trago para a mãe caranguejos
pescados por esses mangues.

Minha pobreza tal é
que não tenho presente melhor.
Trago papel de jornal
para lhe servir de cobertor.
Cobrindo-se assim de letras vai um dia ser doutor.

Minha pobreza tal é
que não tenho presente caro.
Trago aqui água de Olinda,
água da bica do Amparo.

Minha pobreza tal é
que grande coisa não trago.
Trago este canário da terra
que canta corrido e de estalo.

Autor: João Cabral de Melo Neto (poeta brasileiro)

O artista inconfessável

Fazer o que seja é inútil.
Não fazer nada é inútil.
Mas entre o fazer e não fazer
mais vale o inútil do fazer.
Mas não, fazer para esquecer
que é inútil: nunca o esquecer.
Mas fazer o inútil sabendo
que ele é inútil, e bem sabendo
que é inútil e que seu sentido
não será sequer pressentido,
fazer: porque ele é mais difícil
do que não fazer, e dificilmente se poderá dizer
com mais desdém, ou então dizer
mais direto ao leitor Ninguém
que o feito o foi para ninguém.

Autor: João Cabral de Melo Neto (poeta brasileiro)

 

        A mesa e a cadeira

Dizia a mesa criticando a cadeira:
__ Nossa de que você serve?
__ Para muitas coisas?
__ Como para que? Só para se sentar?

Gargalhou a mesa pondo a cadeira para baixo, que meio envergonhada respondeu:

__ Sim, pois se não fosse eu, as visitas e pessoas importantes comeriam suas refeições de pé e como diz minha querida vó
que se comermos de pé a comida não faz efeito porque desce aos pés .

__ Não me venha com conversas de velha louca, onde já se viu a comida descer até os pés, você não serve para nada mesmo! Nem para contar histórias, mentirosa!

__ Eu não estou mentindo, minha vó que me contou essa história, mas não sei se é verdade. E você, só fala de mim, e para que você serve?

__ Ora minha cara, é lógico que estou aqui para que as comidas tenham lugar para ficar, até para as pessoas se apoiarem e pode até servir de um lugar para conversar.

__ E por isso você acha que é muito importante?

__Sim, porque não me sentiria.

__ Porque  existe objetos mais importantes que você!

__ Que exista eu não estou nem aí, um dos melhores posso com certeza ser um. Não acha?

__ Não acho não, você é apenas uma mesa!

__ E você uma cadeira!

E a conversa terminou, mas as duas ficaram brigadas até hoje.

 AUTORES:

– Rebeca Beatriz de Luna Oliveira Silva  

– Adamilton Vinicio Nascimento Lima.

TEXTO BASEADO NO APÓLOGO DE MACHADO DE ASSIS.

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A onça e o esquilo

 
Alguns esquilos brincavam de esconder. O menor deles saiu correndo em busca de um esconderijo onde ninguém o encontrasse. Viu algumas rochas e ficou muito alegre por encontrar também uma caverna. Só muito tarde percebeu que a rocha era uma onça dormindo e que a caverna era a boca aberta da onça.
    A felina ficou muito brava por ter sido acordada e disse que iria castigar tanto atrevimento. O esquilo pediu desculpas.
_ Prometo que isso não vai acontecer nunca mais!
A onça perdoou o esquilo. Alguns dias depois, acordou novamente com os guinchos e as correrias, pensou:
_ Vou dar uma lição nesses esquilos e se os pais deles não gostarem, morrerão também!
Acontece que os caçadores esperavam por ela, há vários dias. Quando ela passou debaixo de uma árvore, jogaram a rede e a prenderam. Ela fez de tudo para sair, mas foi impossível. Os caçadores deixaram a onça na rede e foram avisar seus companheiros. A onça lutou muito tempo e seus rugidos estremeceram a floresta. Depois, cansada, ficou triste. Sabia que os homens iriam matá-la, ou então a levariam para algum zoológico bem longe.
Passado algum tempo, a onça ouviu uma voz junto de seu ouvido.
Era o esquilo .
– Onça, vim tirar você dessa armadilha.
Não acreditou. Como um animal tão insignificante poderia ajudá-la?
– Chame alguém maior e mais forte. Você nunca conseguirá me tirar daqui – rugiu a onça.
– Sou pequeno, mas tenho os dentes afiados – Disse o esquilo.
O esquilo roeu então as malhas da rede, uma por uma. Algum tempo depois, o buraco ficou grande e a onça pôde escapar. Quando os caçadores voltaram, a rede estava vazia.

MORAL: Algumas vezes, o fraco pode ajudar o forte.

(autora: Brenda Vitoria Gomes de Souza)

Texto baseado em: O leão e o ratinho – Esopo

CONSCIÊNCIA

NEGRA

DE  TODOS 

OS  DIAS  

PARA  AMENIZAR

A DÍVIDA

DA  HUMANIDADE

QUE  CONTRAIU

CONTRA  O  SEU

PRÓPRIO  

SEMELHANTE. 

O  PRIMEIRO  HOMEM

SURGIU  NA ÁFRICA .

TODOS  OS HOMENS

DO  PLANETA TERRA

 TÊM  UM

ANCESTRAL  COMUM.

RACISMO: CRIME

HEDIONDO

INAFIANÇÁVEL.

RACISMO  NÃO  TEM

DOCÊNCIA,

NÃO   TEM

DECÊNCIA,

NÃO  TEM

CONSCIÊNCIA,

NÃO  TEM

CONSISTÊNCIA!

RACISMO

SÓ  TEM

IGNORÂNCIA,

INTOLERÂNCIA,

SÓ  TEM

ARROGÂNCIA!

A HUMANIDADE

SÓ VAI

MELHORAR

QUANDO  NÃO

JULGAR  AS

PESSOAS  PELA

COR  DA  PELE

E SIM PELA ÉTICA.

ANIMAIS

INVERTEBRADOS

NÃO POSSUEM

ESQUELETO ÓSSEO

NÃO POSSUEM

COLUNA

VERTEBRAL

NÃO POSSUEM

CRÂNIO